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Olá amigos,

Trazemos aqui o último capítulo do livro Mensagem do Pequeno Morto, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier e pelo espírito Neio Lúcio. Este livro trata do menino Carlos, desencarnado aos 14 anos de idade que escreve ao seu irmão encarnado Dirceu:

MENSAGEM_DO_PEQUENO_MORTO“Agora, meu irmão, que devo endereçar essa carta, envio a você um abraço afetuoso, esperando que minha experiência possa ser útil ao seu coração.

Não se julgue, dentro da vida, como alguém que nunca prestará contas dos atos mais íntimos.  Tudo o que praticamos, Dirceu, permanece gravado no livro da consciência.

O bem é a sementeira da luz, portadora de colheitas sublimes de alegria e paz, enquanto que o mal nos enegrece o espírito, como tinta escura que mancha os alvos cadernos escolares.

Ouça a palavra esclarecedora de nossos pais, os primeiros amigos que a Bondade Divina colocou à portas e nossa vida terrestre, e nunca despreze os bons conselhos recebidos.

A nossa natureza, quase sempre, reclama ternura e compreensão dos que nos cercam, mas a nossa necessidade de preparação espiritual exige luta e contrariedade. Nem sempre aprendemos o necessário, recebendo demasiadas carícias. Por isso mesmo, na maioria das ocasiões, precisamos do socorro de advertências mais fortes.

Não seja, pois, rebelde à orientação do lar.

Em suma, Dirceu, seja bondoso, fraterno, aplicado ao estudo e ao trabalho.

Conserve amizade sincera aos livros. Faça-se amigo prestimoso de todas as pessoas, ainda quando não possa você ser compreendido imediatamente por elas.

Não descreia da boa semente, embora a germinação se faça tardia.

Não maltrate nem persiga os animais úteis ou inofensivos. È muito lamentável atitude de todos a aqueles que convertem a vida terrena num instrumento de perturbação e destruição para os mais fracos.

Seja bom, Dirceu, profundamente bom, verdadeiro e leal. E creia que todos os seus atos nobre serão largamente recompensados.

Agora, meu querido irmão, devo terminar.

Beije por mim a mamãe e a papai. Estou certo de que um dia nos reuniremos, de novo, no Grande e Abençoado Lar, sem lágrimas e sem morte.

Até lá, conservemos, acima de todas as dores e incertezas, nossa fé viva em Deus e a nossa suprema esperança no destino.

Adeus.

Receba muitas saudades do seu afetuoso –  Carlos”

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