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Na Reunião Pública da noite de hoje, terça-feira, dia 20/08/2013, a partir das 20 h, serão expostos os itens 8 e 9, Fora da Igreja não há salvação – Fora da verdade não há salvação”, do capítulo XV – Fora da Caridade não há Salvação, do Livro O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Se você não puder comparecer, segue abaixo o texto para estudo e reflexão. E em prece vibre pela harmonia de todos nós, filhos de Deus, encarnados nesta grande Escola.

Capítulo XV – Fora da Caridade não há Salvação
Fora da Igreja não há salvação – Fora da verdade não há salvação

8 – Enquanto a máxima: Fora da caridade não há salvação apoia-se num princípio universal, abrindo a todos os filhos de Deus o acesso à felicidade suprema, o dogma: Fora da Igreja não há salvação apoia-se, não na fé fundamental em Deus e na imortalidade da alma, fé comum a todas as religiões, mas na fé especial em dogmas particulares. É, portanto, exclusivista e absoluto. Em vez de unir os filhos de Deus, divide-os. Em vez de incitá-los ao amor fraterno, mantém e acaba por legitimar a animosidade entre os sectários dos diversos cultos, que se consideram reciprocamente malditos na eternidade, sejam embora parentes ou amigos neste mundo; e desconhecendo a grande lei de igualdade perante o túmulo, separa-os também no campo-santo. A máxima: Fora da caridade não há salvação é a consequência do princípio de igualdade perante Deus e da liberdade de consciência. Tendo-se esta máxima por regra, todos os homens são irmãos, e seja qual for a sua maneira de adorar o Criador, eles se dão às mãos e oram uns pelos outros. Com o dogma: Fora da Igreja não há salvação, anatematizam-se e perseguem-se mutuamente, vivendo como inimigos: o pai não ora mais pelo filho, nem o filho pelo pai, nem o amigo pelo amigo, desde que se julgam reciprocamente condenados, sem remissão. Esse dogma é, portanto, essencialmente contrário aos ensinamentos do Cristo e à lei evangélica.

9 – Fora da verdade não há salvação seria equivalente a Fora da Igreja não há salvação, e também exclusivista, porque não existe uma única seita que não pretende ter o privilégio da verdade. Qual o homem que pode jactar-se de possuí-la integralmente, quando a área do conhecimento aumenta sem cessar, e cada dia que passa as ideias são retificadas? A verdade absoluta só é acessível aos Espíritos da mais elevada categoria, e a humanidade terrena não pode pretendê-la, pois que não lhe é dado saber tudo, e ela só pode aspirar a uma verdade relativa, proporcional ao seu adiantamento. Se Deus houvesse feito, da posse da verdade absoluta, a condição expressa da felicidade futura, isso equivaleria a um decreto de proscrição geral, enquanto que a caridade, mesmo na sua mais ampla acepção, pode ser praticada por todos. O Espiritismo, de acordo com o Evangelho, admitindo que a salvação, independente da forma de crença, contanto que a lei de Deus seja observada, não estabelece: Fora do Espiritismo não há salvação, e como não pretende ensinar toda a verdade, também não diz: Fora da verdade não há salvação, máxima que dividiria em vez de unir, e que perpetuaria a animosidade.

Estude a Doutrina Espírita através das Obras básicas. E como disse Dona Yvonne do Amaral Pereira, no livro de entrevistas “Pelos Caminhos da Mediunidade Serena”, organizado por Pedro Camilo, Obras Básicas entende-se pelas obras de Allan Kardec (Livros e Revista Espírita), Leon Denis, Gabriel Delanne, Ernesto Bozzano e Camille Flammarion. 

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